Um abraço tão surpreendente e aconchegante a mim que ela nem lembra,
assim como os meigos dizeres ao fazê-lo. Sabe aquela sensação empolgante
em está conhecendo alguém? É, foi fulminante e encantador, até a gente
realmente se conhecer. Os defeitos deste ser são os mais assustadores a
mim, olho e me pergunto, por quê insistentemente a amo, ela diz coisas
que realmente me deixam muda , não sei como contestar por tão
inaceitáveis que muitas dessas coisas são.
Tão pouco o tempo é,
até agora, porém tantos episódios memoráveis os quais pouco ela lembra,
diferentemente de todos os detalhes na minha mente, como o cheiro
natural dela, o tom de voz ao impor suas defesas, o olhar fugitivo e
desconcertado ao me encarar, os beijos que não sei descrever, a
gargalhada sem som tão singular, a ruga de expressão entre os pequenos
olhos que sempre se cerram quando ela rir ao escutar meus comentário
ironicamente cômicos, a maciez do cabelo que não posso mexer, a pressa
tão eminente em seus dias.
Apesar de ser quem somos, temos uma
ligação, criada não agora, disso sabemos, mas talvez amanhã ou depois,
não nos falemos mais. Porém, sinto que devemos nos suportar em respeito
ao universo que nos trouxe até aqui, por respeito ao querer bem, a
paciência que surpreendentemente se renova, por respeito ao encontro
naquela tarde de domingo. Você tem tudo o que eu odeio em seres humanos,
vou rezar por você enquanto eu viver, mas quero que você fique, mesmo
que distante, mesmo que odiando o que todo mundo gosta em mim, porque
você não é todo mundo e é isso o que me encanta, você é autêntica.
Vou guardar seu segredo, mas repito, você seria a rainha no meu jogo de xadrez. Originalmente, eu amo você.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
EROTIZE- SE
Comoção
Desprendas de mim
rapidamente
Para que mais desejo
penetre o meu corpo
Displicentemente
Eu te venere aos poucos
Se espalhe em mim
Não esqueça de nada
Atrase o fim
Me deixe marcada
Em cores magnifícas
Extraídas da minha
própria pele
Vá além da física
Sua alma me revele
Lorena Nolêto
Tentáculos
Uma parte nua
Minha
Na tua
A mão que flutua
As duas mãos
Passeam
Acelaram a pulsação
Mais rápido
No estalar dos beijos
Afogando se em fluídos
Mastigando o desejo
Mastigando lentamente
Sentir o vivo
Turbulência na mente
Um coração colorido
Lorena Nolêto
Acústico
Comece pela ponta dos
pés
Acariciando cada
centímetro lentamente
Os dedos são dez
Uma só mente
Conecte seus desejos
mais absurdos
Deixe o pensamento mudo
Deixe seu corpo se
levar
Aquele corpo te levar
Se contorça com a
intesidade do olhar
Ignore a altura dos
sons
Em tal hora
A moral não tem tom
Abuse de toda a
sinceridade do seu corpo
Não fique mudo
Fique rouco
Lorena Nolêto
Oral
Volte
Termine o que você
começou
Seja generoso
Não precisa ter amor
Seja honroso
Se desfaça do pudor
Você sentiu
Faça sentir
Pois é dando que se
recebe
Na vida terrena
Amém
Lorena Nolêto
Lua de Fel
Dois cavalheiros de
espadas
Que não querem damas
Duelavam na cama
Sem escudos
Com ataque
Vorazmente matando
dragões entre eles
O fogo suncubia
despreocupado
As espadas eram
destaques
Perfuravam todo o corpo
Sem armaduras
Uma luta segura
Onde o coração é o mais
armado
Gladiando o gozo
O prazer piedoso
São Jorge em pele nua
Lorena Nolêto
Dedilhar
Descobrindo áreas
inexploradas
Desorientadamente
Isntintamente
Sem bússola
Sem culpa
inspiradamente
Bagunçando os lençois
Organizando o entre nós
Que se enlaça entre as
pernas
Loucuras introduzidas
nas internas
Nas internas do seu
belo externo
Seja meu céu ou seja
inferno
Lorena Nolêto
Caso
Pele em pele
Que as vezes me repele
Pernas em um jogo
Sincronia proibida
Calor e fogo
Cena colorida
Eles vêem colorido
No escuro não vejo cor
Dança
Corpo
E quem sabe o amor
Vergonha morta
Linguagem torta
Passeio das mãos
Um acelerar da pulsação
Sussurrar
Faltar o ar
Rir lá dentro
Sorrir de boca aberta
Congela-se momento
Chega-se à meta
Lorena Nolêto
Curto
Te procurei dentro dessa tua defesa
Facilmente confundida com ataque
Nos meus olhos, tua beleza
Na minha mente, teu destaque
Tu es feliz em palavras
Mas não em ações
Espero ver tua alma lavada
Como aconselha tuas preferidas canções
Lorena Nolêto
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Fantasma
Cansadas de trabalhos ou da falta deles, cinco amigas que não viam mulheres só como amigas conversavam sobre suas histórias nada sérias e nada seguras, se alguém ali escutasse tudo que elas conversavam, pensariam que ali estavam sentadas a mesa, cinco fantasmas, almas que gargalhavam a cada queda contada, a cada boca beijada, a cada unha cortada, a cada mãe enganada, a cada irmã abandonada. Carros passavam, mas um deles resolveu mostrar ao que veio, e um freio rabugento, acelerou os corações animados das cinco garotas, depois do susto, risos incontrolados, como elas não controlam, não controlam seus amores no peito, esbanjando cada incrível personalidade. Uma que canta, que encanta em cada devaneio do seu coração derretido, outra de cachos imponentes como seu espírito lutador que atravessa o rio atras de amor, outra que quando ri, cerra os olhos e não é fã de mar, outra que tem o dom de cuidar e surpreende a cada história em lugares que ela ia se aventurar, a ultima, essa que conta tal história, no momento só sabe agradecer pela noite com as outras quatro.
Aquelas belas fantasmas tem medo do sobrenatural, algumas delas logo estariam sozinhas em casa imaginando companhias indesejadas, outra apagaria pelas horas que lhe restavam antes de enfrentar as horas seguintes, outras votariam pra seus lares, outras não tem lar definido, mas cada uma tenta buscar abrigo dentro de si, dentro do amor pela verdade, cobrindo-se de verdade pelo amor.
Preocupadas com quem lhes esperavam ou com a falta de alguém lhe esperando, as mulheres se despediram com abraços apertados e pensamentos satisfeitos. Seguiram por cinco cantos diferentes com suas vidas e razões, mas com as mesmas dores nas costelas de tanto rir com o coração.
Aquelas belas fantasmas tem medo do sobrenatural, algumas delas logo estariam sozinhas em casa imaginando companhias indesejadas, outra apagaria pelas horas que lhe restavam antes de enfrentar as horas seguintes, outras votariam pra seus lares, outras não tem lar definido, mas cada uma tenta buscar abrigo dentro de si, dentro do amor pela verdade, cobrindo-se de verdade pelo amor.
Preocupadas com quem lhes esperavam ou com a falta de alguém lhe esperando, as mulheres se despediram com abraços apertados e pensamentos satisfeitos. Seguiram por cinco cantos diferentes com suas vidas e razões, mas com as mesmas dores nas costelas de tanto rir com o coração.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Exigência
Eu tenho estado embriagada
Com a liquidez do tempo
Racionalmente inebriada
Me desfazendo de respostas antigas
Sinto por quem foi
Por quem não fica
Por quem vai
O amor se complica
No respeito que se esvai
Eu tenho olhos atentos
Olhos de quem espera o amor
Espera em cada ponto
Em cada vírgula
Em cada pranto
Eu vejo a luz em quem se entristece por querer
A fortaleza em quem prioriza por amar
Embora a mágica surja junto ao amanhecer
Esta se desmistificará se eu não te ter
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Bloco 07
Em uma noite de feriado em que se curtia a felicidade de viver, com brincadeiras animalescas e conversas horizontais, conheci dois pequenos olhos que a partir dali me invadiriam o pensamento todas as manhãs, assim que nos meus olhos chegassem a luz do dia, que me perseguiriam pelo dia inteiro para que o vento me arrancasse sorrisos.
Tantas escadas subi neste mês, tantas plantas eu vi, tantos gatos acariciei, tantas pessoas conheci, tantos momentos amei, tanto em supermercado fui feliz, tanto caminhei, tanta leveza na alma eu levei.
Conversaria com aqueles olhos até o mundo acabar ou até eles acabarem comigo, porque nesses olhos se vê a profundidade, a beleza, a coragem, o amor e a revolta do mundo. Eu pegaria aquelas mãos e passearia no parque, eu ouviria aquela voz e discutiria Caetano, eu teria filhos daqueles olhos, eu planejaria bobagens com aquela mente e morreria de rir com aquela boca.
Vou construir um balão, comprar bolinhos e petisco e te chamar pra viajar comigo, porque você não gosta de fanta uva e nem de bolacha de morango, assim como eu. Do resto a gente ri.
Tantas escadas subi neste mês, tantas plantas eu vi, tantos gatos acariciei, tantas pessoas conheci, tantos momentos amei, tanto em supermercado fui feliz, tanto caminhei, tanta leveza na alma eu levei.
Conversaria com aqueles olhos até o mundo acabar ou até eles acabarem comigo, porque nesses olhos se vê a profundidade, a beleza, a coragem, o amor e a revolta do mundo. Eu pegaria aquelas mãos e passearia no parque, eu ouviria aquela voz e discutiria Caetano, eu teria filhos daqueles olhos, eu planejaria bobagens com aquela mente e morreria de rir com aquela boca.
Vou construir um balão, comprar bolinhos e petisco e te chamar pra viajar comigo, porque você não gosta de fanta uva e nem de bolacha de morango, assim como eu. Do resto a gente ri.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Amor Enriquecido com Cálcio
Em uma ensolarada manhã de fevereiro, Bruna andava pela calçada de sua rua e encontrara três filhotes de gato, enlameados e jogados a própria sorte, a garota se entristeceu e resolveu dar um pouco de alegria para aquelas, somadas, vinte e uma vidas. Chegando em sua casa foi direto a geladeira e pegou uma caixa de leite, voltou onde estava os três gatinhos, famintos eles beberam aquele liquido branco de paz. A garota estampava um sorriso ao ver as barriguinhas estufadas dos filhotes e ao mesmo tempo deprimia-se por não poder leva-los para casa.
Bruna foi atrás de dona Daniela, sua vizinha, uma viúva que perdeu seu amado humano, mas reconfortava com o amor de gatos e cachorros. A senhora deu um lar aos gatinhos e eles cresceram como mereciam. Com os anos passados, Bruna, já uma mulher, era uma escritora de sucesso e tinha sua própria casa, chorosa se vestia com um alinhado vestido preto, iria ao velório de sua estimada vizinha, Daniela.
Após o enterro Bruna foi ao super mercado, comprou leite e ração. Havia recebido de herança uma família que havia ajudado a compor anos atrás, agora com os filhotes crescidos que geraram mais filhotes, Bruna os levou para casa como se ainda estivesse terminando a ensolarada manhã de fevereiro.
Bruna foi atrás de dona Daniela, sua vizinha, uma viúva que perdeu seu amado humano, mas reconfortava com o amor de gatos e cachorros. A senhora deu um lar aos gatinhos e eles cresceram como mereciam. Com os anos passados, Bruna, já uma mulher, era uma escritora de sucesso e tinha sua própria casa, chorosa se vestia com um alinhado vestido preto, iria ao velório de sua estimada vizinha, Daniela.
Após o enterro Bruna foi ao super mercado, comprou leite e ração. Havia recebido de herança uma família que havia ajudado a compor anos atrás, agora com os filhotes crescidos que geraram mais filhotes, Bruna os levou para casa como se ainda estivesse terminando a ensolarada manhã de fevereiro.
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